
Cumaru
A árvore de Cumaru, cujo nome vem do tupi, é originária da América do Sul e tem uma história rica em usos tradicionais, medicinais e industriais. A madeira do cumaru é cobiçada pela indústria de móveis devido à sua alta qualidade, e a cumarina, sua substância aromática, foi isolada em 1820 e tornou-se fundamental para a perfumaria moderna.
A palavra "cumaru" é de origem Tupi, e a árvore é nativa da região amazônica e de outros países da América do Sul, como Peru e Colômbia.
A semente do cumaru é conhecida como fava tonka, e a árvore é também chamada de "baunilha brasileira" ou "baunilha da Amazônia".
Historicamente, povos indígenas na Amazônia e em Pernambuco a utilizaram para fins medicinais e rituais, enquanto sua semente, conhecida como fava tonka, se tornou um aromatizante valioso para a perfumaria e gastronomia.

Usos tradicionais
Medicinais e rituais
Povos indígenas da Amazônia, como os Huni Kuin, utilizam o cumaru em rituais sagrados e como medicina
Culinários e gastronômicos
A semente é usada em pratos doces e salgados, e sua essência é empregada em cremes e sobremesas sofisticadas
Cosméticos e perfumaria
O óleo e o aroma do cumaru são valorizados na indústria de cosméticos e perfumaria, conferindo fragrâncias e propriedades emolientes
Aromatizante de tabaco
No século XX, a semente foi usada como aromatizante em tabaco e charutos
A descoberta da Cumarina:
-
A cumarina, a substância que confere o aroma intenso à semente, foi isolada pela primeira vez em 1820 pelo químico August Vogel.
-
Em 1868, William Henry Perkin sintetizou a cumarina, o que impulsionou a sua produção industrial e revolucionou a perfumaria moderna.
Importância econômica e social
-
A madeira do cumaru é altamente cobiçada no mercado de móveis de luxo por sua durabilidade e resistência.
-
A árvore gera renda para as famílias rurais por meio da comercialização de produtos da madeira e de seus frutos, que são colhidos no chão e utilizados para o plantio ou produção de sementes.

Mais do que uma madeira resistente e bela, o Cumaru guarda um segredo aromático em suas sementes: delas se extrai um óleo nobre, usado em perfumes e sabonetes finos, cujo valor pode chegar a R$ 2.000 por litro.
Cada semente produz menos da metade de seu peso em óleo, tornando essa essência natural um verdadeiro tesouro da floresta.
Sustentabilidade e propósito:
A Paiol utiliza apenas madeiras de manejo responsável, dando novo ciclo a troncos que carregam décadas de vida.
Mais do que mobiliário, entregamos uma forma consciente de valorizar o que a natureza cria: sem excessos, sem desperdício, com respeito e propósito.
.png)